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5 livros que nem todo mundo conhece e dariam bons filmes e/ou séries

Já faz um certo tempo que Hollywood passou a produzir adaptações literárias para as telonas. Algumas ficaram ótimas e atraíram novos fãs pra sagas e autores, outras já nem tanto assim (eternamente desgostosa com a adaptação de “A bússola de ouro” SIM, que filme péssimo. Eu ainda não vi a série, mas já ouvi dizer que é bem mais fiel – e tem o James McAvoy <3). Cá entre nós, quem aqui nunca leu um livro e imaginou que ele renderia um filme ou série sensacional?

Sempre me pego pensando sobre isso e decidi listar livros de que gostei muito, e que não são tãaaaao conhecidos assim (não a ponto de virarem filme) e que eu adoraria ver na telona ou na telinha. Quem sabe com essa lista algum estúdio famoso aí não se anima e decide produzir uma adaptação de alguma dessas obras, né? #sonharnãocusta

1 – A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón (2001)

Sobre livros e filmes: A sombra do vendo daria uma bela adaptação para os cinemasPra quem me conhece esse item não é surpresa nenhuma, afinal, A Sombra do Vento é meu livro favorito da vida e eu falo dele para praticamente TODO MUNDO, rs. Mas quase sempre a pessoa nunca sequer ouviu falar nele! O que é um pena, porque esse livro é INCRÍVEL (ok, eu sou suspeita pra falar). Li por volta dos 11/12 anos e me apaixonei instantaneamente porque a história não se encaixa em um único gênero. É uma mistura de mistério, terror, investigação policial, humor, romance, fantasia e por aí vai, tudo em um único livro!

Se você nunca ouviu falar dessa lindeza, a história gira em torno de Daniel Sempere, que em seu aniversário de onze anos se sente infeliz por não conseguir mais se lembrar do rosto de sua mãe, morta há certo tempo. Para animá-lo, seu pai o leva para conhecer o (maravilhoso) Cemitério dos Livros Esquecidos, com direito a escolher um livro para levar para casa. O pequeno escolhe o romance “A Sombra do Vento”, de Julián Carax, e este livro muda completamente sua vida. Fascinado pela história e por descobrir mais sobre seu misterioso autor, Daniel cresce em meio a uma jornada repleta de segredos e mistérios do passado e acaba descobrindo mais sobre si mesmo do que imagina.

Agora imagina um filme assim! Seria um filmão. E sim, eu tenho plena consciência que para adaptar um livro nem sempre é tarefa fácil, e o filme pode acabar não sendo tão fiel ao livro, mas seria incrível ver os personagens que eu tanto amo de carne e osso, os cenários de Barcelona nos anos 40/50 e claro, o cemitério dos livros esquecidos (que pelo menos na minha imaginação, é a coisa mais linda desse mundo).

Sem contar que os demais livros do autor que se passam no mesmo universo também poderiam virar filmes incríveis e aí teríamos uma franquia. Acho que com um bom roteiro (o mais fiel possível), um diretor competente, bons atores (atores espanhóis, por favor! Nada de white washing hollywoodiano) e uma fotografia daquelas de babar, não teria erro.

2- Essas coisas ocultas, de Heather Gudenkauf (2011)

Sobre livros e filmes: Essas coisas ocultasSabe aquele livro que você não bota muita fé que será bom mas acaba lendo assim mesmo e se surpreende? “Essas coisas ocultas” foi assim para mim. Comprei por míseros R$ 5 em uma feirinha de livros no shopping porque a capa me chamou a atenção. Conforme fui lendo, me surpreendia cada vez mais com a profundidade dos personagens e me interessava mais pelo enredo, que traz temas relevantes como o conceito de maternidade, sentimento de culpa, empatia e saúde mental de uma forma geral. Admito que em um certo ponto cheguei a ficar boquiaberta (literalmente) com a reviravolta.

Sem contar que a história tem um tom dramático bem carregado, chegou a me lembrar das novelas das 21h que passam na TV aberta. E é por isso que uma adaptação em mini série (uma temporada ou duas, algo bem tranquilo e curto) seria ótima nesse caso, atrairia um bom público.

Para quem está curioso para entender essa história, ela gira em torno de quatro mulheres que possuem uma única coisa em comum: todas estão de alguma forma conectadas ao pequeno Joshua, de apenas 5 anos de idade. Claire é a mãe adotiva do garoto e Charm é quem o entregou ainda bebê para adoção, embora não fosse sua mãe. Já Allison vem tentando recompor sua vida desde que foi libertada da prisão, onde cumpriu pena por um crime hediondo que abalou a cidade de Linden Fall. A última é Brynn, irmã caçula de Allison que vive com a avó e procura se recuperar dos fantasmas deixados pela precoce prisão de sua irmã mais velha.

Sinceramente eu não vejo como essa série poderia dar errado. Uma trama interessante, instigadora e muito realista! Sério. Qualquer uma das situações apresentadas tem total possibilidade de acontecer aqui, na vida real. Sem contar que é muito fácil de identificar com qualquer uma das quatro protagonistas! Mas enquanto a adaptação não acontece, fica a dica de um livro excelente e muito subestimado.

3- Marina, de Carlos Ruiz Zafón (1999)

Sobre livros e filmes: Marina, Carlos Ruiz ZafónOk, Zafón por aqui de novo. Não tenho culpa se ele é um autor incrível e produz histórias maravilhosas, que te prendem na leitura e ficariam ótimas na tela. E neste caso em especial, na telona do cinema. Se possível, pelas mãos de um cineasta que amo muito: Guillermo del Toro. É como dizem… “parceria dos sonhos que chama, né”?

Eu não tenho a menor dúvida que essa adaptação daria muito certo nas mãos dele. Os universos de ambos (Zafón e Del Toro) são repletos personagens complexos e cativantes, criaturas fantásticas icônicas (O Labirinto do Fauno que o diga!) e uma atmosfera misteriosa que beira o horror/terror, mas ao invés de assustar, entretém, instiga e diverte.

Sonhos à parte, esse livrinho (inho mesmo, a edição que tenho da Suma das Letras possui apenas 189 páginas), nas mãos certas daria um filme digno de Oscar. O cenário é a Barcelona dos anos 80 e o personagem principal é um adolescente órfão que vive num internato católico, chamado Óscar. O jovem rapaz passa seu tempo livre explorando a cidade e é durante uma de suas expedições que ele encontra um enorme casarão aparentemente abandonado.

Ao entrar no local, ele examina um relógio de bolso quando uma assustadora figura o espanta. Ele foge levando consigo o objeto, mas decide retornar ao local para devolvê-lo. É assim que ele conhece Marina (que dá o título ao livro), uma garota que vive precariamente com o pai na imensa casa e o ao perceber que o rapaz gosta de mistérios, o convida para um passeio no cemitério de Sarriá (bairro nobre da cidade). A partir de então, a dupla se empenha em descobrir os motivos que levam uma estranha mulher coberta por um manto negro a visitar o mesmo túmulo sempre na mesma data e horário, e o que há por trás do estranho símbolo de uma mariposa negra.

Quando li, este foi um livro difícil de largar! A trama é um delicioso e envolvente suspense que te “fisga” para desvendar seus mistérios e, ao meu ver, possui os ingredientes certos para uma adaptação que eu assistiria com certeza.

Arrisco ainda a dizer que provavelmente entraria na minha lista de filmes favoritos da vida! Mas, enquanto nenhum grande estúdio se interessa por esse material maravilhoso, fica aí a dica de uma leitura excelente.

4- A casa dos macacos, de Sara Gruen (2011)

Sobre livros e séries: A casa dos macacos, de Sara GruenEstá aí uma obra que não recebe a atenção que merecia. Escrito pela mesma autora do best-seller (já adaptado em um filme de 2011) “Água para Elefantes”, este livro também possui foco na relação entre humanos e animais, porém, de maneira completamente diferente, bem menos dramática. Acredito que a grande maioria das pessoas sequer saibam da existência dele e que quem saiba, pode ainda julgar que ele seja “mais do mesmo”, similar ao seu “irmão famoso no cinema”. E ao meu ver, quebrar este preconceito seria um motivo ainda mais forte para adaptá-lo em um roteiro, que poderia funcionar tanto para a televisão quanto para o cinema.

A história tem como principais protagonistas seis macacos da espécie bonobo, capazes de se comunicar por meio da língua de sinais americana e cuidados como se fossem da família da pesquisadora Isabel Duncan, do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios. O grupo acaba sendo levado para longe de sua protetora em um violento atentado, fazendo com que Isabel entre em uma longa jornada, contando com o apoio do jornalista John Thigpen para recuperá-los de seu atual cativeiro, televisionado para milhões de pessoas.

Ok, Gabriela, o que este livro tem de tão especial? Em primeiro lugar, seu tom é de investigação jornalística, e isso faz com que o enredo da história seja descoberto pouco a pouco, aliado à uma boa dose de ação. Em segundo lugar, ele é emocionante e divertido, traz discussões contemporâneas, como a cultura dos reality shows, as questões éticas que cercam o uso de animais em pesquisas científicas e a prepotência humana de se impor como um animal superior, mais inteligente do que todos os outros.

Um seriado ou filme assim abriria um espaço enorme para todas essas e muitas outras pautas, mas claro, seria preciso muito cuidado para a produção não ser justamente aquilo que ela critica. Como os animais possuem um papel central na história, seria impossível realizar a produção excluindo sua participação. A solução ideal para não escravizar macacos reais em prol de puro entretenimento, seria produzi-los tendo como exemplo obras como “Mogli: O Menino Lobo” ou “Planeta dos Macacos: A Guerra”, que fizeram uso da técnica de captura de movimentos, usando atores humanos para dar vida à animais computadorizados.

O resultado final ficaria ótimo, tenho certeza. Acho que muitos do assuntos contidos em “A Casa dos Macacos” ainda precisam ser mais discutidos pela nossa sociedade de uma maneira geral e uma versão mais visual seria ótima para atingir àqueles que não são fãs de leitura. Só nos resta aguardar para que mais alguém enxergue todo esse potencial no livro e torne meu sonho em realidade, rs!

5- O diário da Princesa, de Meg Cabot (2000 a 2015)

Sobre livros e filmes: O diário da Princesa, de Meg CabotOk, esse eu SEI que é famoso e já tem filme. Mas como grande fã da história criada pela Meg Cabot, sinto informar vocês que os livros e os filmes são super diferentes. Os dois longas lançados pela Disney pouco capturam a essência cômica do ponto de vista da Mia e as inúmeras referências a cultura pop que ela faz. E não para por aí! Há personagens que foram cortados ou mesmo retratados de forma completamente diferente do livro (confesso que isso me irrita um pouco), como é o caso da avó da protagonista.

Eu praticamente cresci junto com a Mia (ganhei o 1º livro aos 12 anos, comprei o último aos 21) e acredito que muito da minha personalidade, meus gostos se moldaram graças à ela. Por isso gostaria MUITO de ver uma adaptação que faça jus à obra. Não que os dois filmes de 2001 e de 2004 sejam ruins, longe disso! Me trazem uma super nostalgia de ver Sessão da Tarde embaixo das cobertas. Também adoro a Anne Hathaway e admito que ela até fez uma boa Mia (mesmo que bem rasa perto da personagem nos livros), mas quem leu entende do que eu estou falando.

Como a saga é bem comprida e acompanha a vida da Mia dos 14 anos até por volta dos 25 anos, o ideal seria um seriado (alô Netflix). Daqueles com várias temporadas, no qual os atores vão envelhecendo junto com os personagens e com o público também. Seria LINDO de se ver e teria margem para abordar a história de maneira mais profunda.

Contudo, com uma ressalva: muita gente pode pensar que seria uma série teen, por se passar na escola e ter uma protagonista tão jovem. Eu, no entanto, discordo. Um drama bem misturado com comédia seria um acerto para adaptar os livros, uma vez que muitos dos adultos da vida da Mia renderiam tramas boas e até profundas, como o romance mal resolvido dos pais dela, os avós malucos, os pais dos Moscovitz e sua quase separação, entre outros.

Além disso tudo, o programa de TV de Lily, melhor amiga da protagonista, também poderia virar um spin-off sensacional que eu assistiria com certeza! Faria muito sentido e acrescentaria muita coisa para a série principal. Eu sinceramente me pergunto COMO nenhum estúdio pensou nisso ainda (novamente, alô Netflix).

Enquanto esse meu sonho não se realiza, me resta rir muito relembrando como é ser pré/adolescente (confesso que melhor ainda é perceber o quanto você amadureceu) *chorando*.

E aí? Qual livro você acha que merece uma adaptação?

 

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Sobre o autor

Gabriela Morilia

10 Comentários

  • Sou suspeita para falar, mas: escreve SEMPRE para o SLET, Gabi? <3

    Amei o post, e já quero logo a adaptação de Marina com a direção de Guillermo del Toro. Imagina!?

    Beijo,
    Brenda

    • Amiga, se um dia essa parceria Zafón/Del Toro sair mesmo, vou ficar ME ACHANDO por ter cantado essa bola! hahahhahahaha

      Claro que escrevo <3 Já estou com alguns temas em mente, tomara que desta vez eu não demore, rs

      Beijos enormes e mais uma vez, obrigada pelo espaço, sua linda!

  • Eu sempre me pego pensando como seria se meus livros favoritos se tornassem filmes ou séries, mas fico com o pé atrás, porque depois de ver as adaptações, ao imaginar o personagem de novo é o rosto do ator que me vem a mente.

    Enfim, não poderia deixar de registrar que li Marina por indicação da Gabi (e se não me engano, ela mesma que me emprestou o livro). Realmente renderia uma ótima adaptação!

    Um abraço!
    Felipe

    • Oi Fe!

      Eu também tenho esse problema de enxergar o ator no personagem, rs. Pior: Quando eu quero muito que vire filme, eu fico montando o “elenco dos sonhos” na minha cabeça, hahahaha

      Me lembrei que você chegou a resenhar “Marina” quando eu te emprestei <3 Você ainda tem ela salva por aí? Compartilha com a gente!

      Feliz demais por ver você por aqui, beijão!

  • Dos livros acima eu só li Marina, do Zafón, mas do autor eu li também As Luzes de Setembro, O Príncipe da Névoa e O Palácio da Meia Noite. Não posso falar dos outros. Dos livros que eu gostaria de ver em filme, dele, é As Luzes de Setembro.

  • O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder. Era meu livro preferido quando tinha 13, 14 anos e o reli no último natal. Sempre achei que daria um ótimo filme pelo lado fantasioso que tem.

  • Oi, Gabi! Reli esse post hoje e me toquei que meus dois livros preferidos já ganharam adaptação: A menina que roubava livros e Precisamos falar sobre o Kevin. Embora eu goste dos dois filmes, eles não chegam nem aos pés dos livros.

    O primeiro livro que me veio à mente agora que eu amaria ver adaptado, tirando a coleção Biblioteca dos Livros Esquecidos do Zafón, foi Eleanor & Park da Rainbow Rowell. <3

    Beijo!

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