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Sobre Rick and Morty

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Rick and Morty é uma animação norte-americana estreada em 2013 no Adult Swim, canal de TV a cabo para um público mais adulto. O desenho foi co-criado por Dan Harmon, produtor da série Community, e Justin Roiland, que também é o dublador do Rick E do Morty na versão original, o que eu acho incrível porque as vozes dos dois são muito distintas. (Ah, e ele também dubla o irritante Lemongrab de Hora de Aventura.)

Rick and Morty tem duas temporadas de 10 episódios cada (sem contar o piloto) de 22 minutos. Rick é um senhor alcoólatra e cientista, muito inteligente, que volta a morar com a filha e a família medíocre dela depois de um tempo ausente. E o que ele tem de conhecimento avançado de ciências, tem em dobro de filhadaputismo (com o perdão do neologismo). Sente total desapego e uma grande pontada de condescendência por todos os membros da família. O único por quem parece se afeiçoar é Morty, o atrapalhado neto adolescente de 14 anos. Mesmo assim, não pensa duas vezes em usá-lo em benefício próprio, mesmo que coloque a vida do garoto em risco.

Esses são os protagonistas: neto e avô.

O desenho tem ainda os pais de Morty, Jerry e Beth Smith, casados cedo demais porque ela engravidou, que vivem tendo DR e dúvidas existenciais; e Summer, a irmã de 17 anos, um típico clichê adolescente que se acha a ovelha negra da família.

Viagens intergalácticas e multiverso

Rick tem uma nave e consegue voar para outras galáxias. Ele tem amigos alienígenas e negócios em outros mundos. Além disso, a série também brinca com a ideia do multiverso e é exatamente por isso que eu resolvi escrever sobre ela aqui no SLET essa semana. Durante a leitura de Matéria escura, de Blake Crouch, eu me lembrei bastante de Rick and Morty e me deu mais vontade ainda de rever tudo.

Com seu controle remoto, Rick consegue abrir portais para acessar realidades paralelas e encontrar outras versões dele mesmo e dos membros da família. Em vários episódios, ele e Morty se reúnem com outros Rick’s e Morty’s de mundos diferentes, com histórias e personalidades distintas das deles. O Rick também tem uma TV interdimensional capaz de obter os sinais dos programas mais esdrúxulos de outros planetas.

A ideia do multiverso é a de que existe um grupo hipotético de todas as realidades possíveis, dando a entender que há universos infinitos contendo versões diferentes da nossa realidade e de nós mesmos. E a série Rick and Morty sabe usar esta ideia a seu favor para criar as situações mais escabrosas e absurdas possíveis. E hilárias! De fato, é a mistura nonsense de ciência com comédia que faz a série ser tão boa. E o seu humor politicamente incorreto também.

Politicamente incorreta

Esta é uma característica bem comum aos desenhos do Adult Swim. A animação é politicamente incorreta do começo ao fim. Rick está sempre bebendo e babando (literalmente) o tempo todo, talvez pelo alcoolismo ou para dar a entender que ele é mesmo louco. Logo no episódio piloto, ele leva o Morty em uma viagem a outro planeta com intenção de roubar sementes especiais; só que para passar com elas pela “imigração intergaláctica”, o Morty tem que enfiá-las, bem… Você já sabe onde. Essa é só a primeira sacanagem do vô com o neto, que o coloca em situações cada vez piores.

Em um episódio, a bateria da nave do Rick para de funcionar, e o Morty descobre que o avô criou um universo em miniatura lá dentro, com vida inteligente, para gerar energia para o motor – e o Rick é considerado o Deus das criaturas que lá vivem.

Um dia, uma cabeça gigante se aproxima da Terra e todos acham que é o fim do mundo (“ArmagHEADdon?!). De repente, um grupo já está criando uma religião de adoração à cabeça, com cultos e regras, e a Summer se converte à religião. E um outro episódio em que Morty tem um filho alienígena com uma robô sexual de outro planeta.

Outra coisa muito legal da animação são as suas referências cinematográficas. Há episódios que parodiam A origem (Inception) e Uma noite de crime (The Purge), por exemplo.

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Assista em inglês!

Fica aqui esta dica adicional: assista a série com o áudio original em inglês, não só para não deixar de ouvir as dublagens genais como também para não deixar passar nenhuma piada que se perde com frequência na dublagem.

O melhor: A SÉRIE ESTÁ DISPONÍVEL NA NETFLIX!<3

P.S.: Um agradecimento especial ao meu irmão que é fã da série e quem a me recomendou.

Sobre o autor

Brenda Bellani

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